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Bandeira da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) tremulando. A bandeira possui fundo azul-escuro e exibe ao centro o emblema da aliança em branco: uma rosa dos ventos de quatro pontas inserida em um círculo, com linhas finas irradiando para as quatro direções cardeais.

O que é OTAN? A história da aliança e por que a “obsessão” de Trump pela Groenlândia ameaça o bloco

Quando o presidente dos EUA, Donald Trump, volta a falar em “tomar” a Groenlândia, não é só mais uma bravata exótica de política externa. É um recado duro sobre hierarquia dentro do Ocidente — e um alerta direto para a continuidade política da OTAN.

Nas últimas semanas, as pressões de Donald Trump em torno da Groenlândia reacenderam tensões com a Europa e colocaram a aliança atlântica numa situação desconfortável: como existe “defesa coletiva” se o país mais poderoso do bloco ameaça interesses estratégicos de um aliado?

A Groenlândia é um território autônomo dentro do Reino da Dinamarca — e a Dinamarca é membro fundador da OTAN. 

Logo, quando Washington engrossa o tom sobre a ilha, a pergunta aparece sozinha:

A OTAN foi feita para proteger aliados… inclusive deles mesmos?

Para entender por que isso importa, precisamos voltar ao básico: o que é a OTAN, por que ela nasceu e como ela virou o “braço armado” da ordem atlântica.

Este artigo é apenas um resumo da história da OTAN. Caso queira assistir ao conteúdo completo é só clicar no play do vídeo aqui em cima.

O que é OTAN?

OTAN é a sigla para Organização do Tratado do Atlântico Norte (em inglês, a sigla é NATO — North Atlantic Treaty Organization), criada formalmente com a assinatura do Tratado de Washington em 4 de abril de 1949, por 12 países fundadores:

  • Estados Unidos
  • Canadá
  • Reino Unido
  • França
  • Bélgica
  • Países Baixos
  • Luxemburgo
  • Itália
  • Portugal
  • Dinamarca
  • Noruega
  • Islândia

Ao longo do século XX e XXI, mais 20 países passaram a integrar a OTAN, fazendo dela o maior bloco militar do mundo, concentrando uma parte considerável das tropas espalhadas por todo o globo.

Na linguagem oficial, a OTAN se apresenta como uma aliança para proteger a “liberdade” e a “democracia”. 

Na prática histórica, ela nasce no coração da Guerra Fria com um objetivo muito concreto: organizar militarmente o Atlântico Norte sob liderança dos EUA para conter (e, quando possível, estrangular) a influência soviética na Europa.

Juridicamente, a ideia de “defesa coletiva” se ancora no direito de autodefesa da Carta da ONU (Artigo 51) e na possibilidade de arranjos regionais (Capítulo VIII/Artigo 52).

Quem criou a OTAN?

A OTAN não foi criada por uma única pessoa. Foi o resultado da arquitetura diplomática do pós-Segunda Guerra, liderada pelo governo dos Estados Unidos (sob a presidência de Harry Truman) em parceria com o Reino Unido e potências europeias. O objetivo era consolidar o “Mundo Livre” (capitalista) contra o bloco soviético.

Quem é o presidente da OTAN?

A OTAN não tem um presidente, mas sim um Secretário-Geral. Ele é o principal funcionário civil da aliança, responsável por liderar consultas e tomar decisões administrativas. 

Porém, é importante notar a hierarquia real: enquanto o Secretário-Geral é tradicionalmente um europeu, o Comandante Supremo Aliado na Europa (SACEUR) — quem manda nas tropas de fato — é sempre um general dos Estados Unidos. 

Isso deixa claro quem realmente dá as cartas na organização.

Por que os EUA viraram o centro gravitacional da aliança

A Europa do pós-guerra estava devastada, e os EUA emergiram como potência industrial-financeira dominante no Ocidente. 

Resultado: a OTAN vira uma estrutura de comando, logística e estratégia que depende do poder norte-americano — não só em tropas, mas em inteligência, satélites, doutrina e, claro, indústria bélica.

Hoje, isso aparece até na estatística “seca”: na década recente, as importações de armas pelos países europeus da OTAN cresceram fortemente, e a participação dos EUA como fornecedor aumentou (SIPRI).

Traduzindo: a Europa fala em “autonomia estratégica”, mas compra (e opera) boa parte da sua capacidade militar em chave norte-americana.

O que diz o artigo 5 da OTAN?

O Artigo 5 é o dispositivo mais famoso do tratado: um ataque armado contra um membro da OTAN deve ser entendido como um ataque contra todos, obrigando os demais a prestar assistência.

Só tem um detalhe que muita gente ignora: o Artigo 5 foi invocado oficialmente uma única vez na história, após o 11 de Setembro, em 2001.

Ou seja: o valor do Artigo 5 não está em ser usado toda hora — está em funcionar como ameaça permanente, um “sinal vermelho” que organiza:

  • dissuasão (desencorajamento de um mau comportamento com a ameaça de uma punição);
  • bases;
  • exercícios militares;
  • padronização de armamentos;
  • e alinhamento político.

Para que serve a OTAN?

Na teoria, a função da OTAN é garantir a segurança dos seus membros através de meios políticos e militares, promovendo a resolução pacífica de disputas. Na prática geopolítica, a OTAN serve como o braço armado da hegemonia norte-americana

Em resumo, ela funciona para:

  1. Garantir a presença militar dos EUA na Europa, impedindo que o continente desenvolva uma política de defesa 100% autônoma.
  2. Padronizar o mercado de armas, fazendo com que os países aliados comprem tecnologia e equipamentos majoritariamente da indústria bélica dos EUA.
  3. Projetar poder global, atuando muito além do “Atlântico Norte” (como visto nas invasões do Afeganistão e na intervenção na Líbia) para derrubar governos hostis aos interesses do Ocidente.

Ao longo do século XX e além, a OTAN passa por diferentes fases e diferentes modos de operação, dependendo de cada época.

A linha do tempo a seguir ajuda a entender melhor quais foram os caminhos tomados pela OTAN, com datas e acontecimentos importantes para contextualizar esses movimentos.

Lembrando que este é apenas um resumo. No meu vídeo completo eu detalho cada um dos momentos listados aqui.

Uma mini linha do tempo: como a OTAN se transforma

1949–1960: fundação e “amarração” militar

  • 1949: assinatura do Tratado de Washington e criação formal da OTAN.
  • 1952: entrada de Grécia e Turquia (flanco mediterrâneo).
  • 1955: entrada da Alemanha Ocidental na OTAN. Esse movimento rompeu os acordos de desmilitarização do pós-guerra e permitiu o rearmamento alemão. Como resposta defensiva imediata, o bloco socialista cria o Pacto de Varsóvia. Adiante falarei sobre isso com mais detalhes.

1960–1970: ajuste estratégico e nuclear

  • 1966: França se afasta da estrutura militar integrada (não sai do tratado, mas chacoalha a aliança).
  • 1966: criação do Nuclear Planning Group (planejamento nuclear dentro da OTAN).
  • 1967: consolidação do debate estratégico que culmina em “flexibilização” e dupla ênfase: defesa + redução de tensões (Harmel Report).

1970–1980: crise e planejamento de longo prazo

  • Crises do petróleo, desgaste do Vietnã e instabilidade do capitalismo global — e a OTAN reforça padronização e coordenação.
  • 1978: Long-Term Defence Programme (LTDP) é endossado na cúpula de Washington, mirando o “futuro” da capacidade militar do bloco.

1990–2001: pós-URSS, reposicionamento e “porta aberta”

  • 1990 (Londres): declaração de “aliança transformada” e abertura política ao Leste.
  • 1990 (nov.): assinatura do Tratado CFE, tentando regular forças convencionais na Europa.
  • 1991 (nov.): novo Conceito Estratégico (Roma), redesenhando missão para o pós-Guerra Fria.
  • 1991 (dez.): criação do NACC, inaugurando diálogo institucional com ex-adversários.
  • 1994: nasce a Partnership for Peace (PfP), a “sala de espera” da expansão.

1992–2011: intervenções e normalização do “uso fora da área”

  • Bósnia: operações aéreas e envolvimento crescente, com marco em 1995.
  • Kosovo (1999): bombardeios da OTAN na Iugoslávia.
  • Afeganistão (pós-2001): 11 de Setembro aciona o Artigo 5 e muda o patamar político da aliança.
  • Líbia (2011): operação da OTAN para implementar resoluções da ONU e proteger civis; efeito político: colapso do regime e reconfiguração regional.

Expansões (pós-Guerra Fria)

  • Entradas importantes: 1999; 2004; 2009; e depois Montenegro (2017), Macedônia do Norte (2020), Finlândia (2023) e Suécia (2024).

Quem faz parte da OTAN?

Atualmente, a OTAN conta com 32 países membros. Além dos 12 fundadores, o bloco se expandiu massivamente em direção ao Leste Europeu após o fim da União Soviética. 

As adições mais recentes e estratégicas foram a Finlândia (2023) e a Suécia (2024), que abandonaram sua neutralidade histórica para aderir ao bloco.

Abaixo estão todos os países que fazem parte da OTAN em 2026.

Fundadores:

  • Bélgica 
  • Canadá 
  • Dinamarca 
  • Estados Unidos 
  • França 
  • Islândia
  • Itália
  • Luxemburgo
  • Noruega
  • Países Baixos (Holanda)
  • Portugal
  • Reino Unido

Expansões:

  • Grécia (1952)
  • Turquia (1952)
  • Alemanha (1955 — como Alemanha Ocidental; a parte Oriental foi integrada após a reunificação em 1990)
  • Espanha (1982)
  • República Tcheca (1999)
  • Hungria (1999)
  • Polônia (1999)

Países do Leste Europeu

  • Bulgária (2004)
  • Eslováquia (2004) 
  • Eslovênia (2004)
  • Estônia (2004)
  • Letônia (2004)
  • Lituânia (2004)
  • Romênia (2004)
  • Albânia (2009)
  • Croácia (2009)
  • Montenegro (2017)
  • Macedônia do Norte (2020)
  • Finlândia (2023)
  • Suécia (2024)

Onde fica a sede da OTAN? 

A sede política da OTAN fica em Bruxelas, na Bélgica. Já o comando militar estratégico (SHAPE) fica em Mons, também na Bélgica.

OTAN não foi “a única”: SEATO e CENTO, o laboratório do “mundo livre”

A OTAN foi o modelo mais bem-sucedido de aliança, mas não foi a única tentativa de “bloco militar regional” no planeta.

SEATO (1954): uma aliança voltada ao Sudeste Asiático, com EUA e potências ocidentais — e com pouquíssimos asiáticos de fato no clube. Ela perde relevância e acaba dissolvida em 1977.

CENTO (1955), também chamada de Pacto de Bagdá: Irã, Iraque, Paquistão, Turquia e Reino Unido; os EUA influenciaram e apoiaram, mas não entraram como membro pleno no começo. Ela se dissolve em 1979, num contexto de rearranjos regionais e crise do desenho original.

A lógica dessas alianças era a mesma da OTAN: conter avanços de projetos nacionalistas, socialistas e anticoloniais em regiões estratégicas (rotas, petróleo, áreas de influência).

Como a União Soviética reagiu à criação da OTAN?

No início, a URSS protestou contra a criação da OTAN, mas a reação militar concreta veio apenas alguns anos depois. 

O ponto de ruptura foi em 1955, quando a OTAN aceitou a entrada da Alemanha Ocidental e permitiu seu rearmamento, o que gerou a quebra do pacto de desmilitarização pós-guerra

Para os soviéticos (que haviam perdido 27 milhões de pessoas lutando contra os nazistas alemães), ver a Alemanha se rearmar sob tutela norte-americana foi inaceitável. 

Como resposta defensiva imediata, a URSS criou o Pacto de Varsóvia em 1955, uma aliança militar defensiva dos países socialistas do Leste Europeu. 

O Pacto de Varsóvia foi dissolvido em 1991. Por outro lado, a OTAN, que dizia existir apenas por causa da ameaça soviética, não só continuou existindo como dobrou de tamanho.

O papel da OTAN na guerra entre Ucrânia e Rússia

A expansão da OTAN é o fator central para entender o conflito atual entre Rússia e Ucrânia. Desde os anos 90, a OTAN prometeu não expandir “nem uma polegada” para o leste, mas fez exatamente o contrário, engolindo ex-repúblicas soviéticas e instalando bases cada vez mais perto de Moscou

Nesse ambiente de cerco, a própria arquitetura jurídica de controle de armas — que evitava uma guerra nuclear por acidente — foi desfeita unilateralmente por Washington:

  • 2002: os EUA saíram do Tratado ABM (Tratado de Mísseis Antibalísticos).
  • 2019: os EUA se retiraram do Tratado INF (Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário).

O resultado é uma Europa mais militarizada, com menos “travas” diplomáticas e repleta de mísseis apontados para o leste. Foi esse desmonte que fez a OTAN voltar a operar em modo de “dissuasão pesada”.

O ponto crítico foi a Ucrânia, país que tem uma das maiores fronteiras terrestres com o território da Rússia. 

A partir de 2014 (após a derrubada do governo pró-Rússia no Euromaidan), iniciou-se um processo de estreita aproximação política e militar entre a Ucrânia e a aliança ocidental.

Para Moscou, essa integração progressiva de Kiev na órbita da OTAN se tornou uma ‘linha vermelha’ existencial.

Seria o equivalente ao México entrar numa aliança militar com a China e instalar mísseis na fronteira com o Texas. Isso seria um escândalo, seria considerado um ataque, uma ameaça iminente. E é justamente isso que as forças russas alegaram nessa época.  

A guerra interimperialista e o fim da hegemonia única 

Essa tensão histórica, que explodiu com a integração da Crimeia à Rússia (2014) e a invasão total da Ucrânia em 2022, precisa ser analisada além do discurso oficial. 

Mas antes, é importante ressaltar que a Crimeia foi integrada, não anexada. Houve um plebiscito popular que decidiu a transferência do território para a Rússia. “Anexação” é um termo usado pela Ucrânia e pelo Ocidente.

Continuando, embora o Kremlin justifique a invasão com a “desnazificação” da região, a realidade material é que Moscou agiu para assegurar sua zona de interesses e proteção, assim como qualquer outra potência faria ao se sentir cercada.

Isso revela um ponto crucial para entender o cenário atual: a hegemonia absoluta da OTAN e dos EUA, que parecia inabalável após a Guerra Fria, já não se sustenta da mesma forma. 

Por que Donald Trump é uma ameaça à OTAN?

A ameaça que Trump representa à OTAN não é apenas retórica, ela é estrutural. 

O recente avanço dele sobre a Groenlândia ilustra isso perfeitamente: ao cobiçar um território autônomo da Dinamarca (membro fundador da OTAN), Trump quebra a lógica da confiança mútua.

Isso gera um “curto-circuito” na aliança: como a OTAN pode garantir a defesa coletiva se sua maior força (os EUA) age de forma agressiva contra os interesses de seus próprios aliados?

Diante da ascensão de potências rivais como China e Rússia, Trump adota uma postura de “fricção” e isolamento em relação à Europa, priorizando os interesses estadunidenses acima de qualquer tratado.

O resultado prático desse medo é que a Europa já começou a se mover. 

Países como a Alemanha anunciaram pacotes de investimento de mais de 800 bilhões de euros em sua própria indústria bélica. 

Isso é o maior sinal de alerta possível: se a Alemanha sente que precisa se rearmar sozinha, é porque a proteção dos EUA e da OTAN já não é mais vista como garantida.

Portanto, Trump é o sintoma de que a OTAN deixou de ser um bloco homogêneo do “fim da história” e voltou a ser palco de disputas interimperialistas, onde até aliados podem virar alvos se tiverem recursos estratégicos.

Por que Trump quer a Groenlândia?

Porque aqui a crise não é técnica. É política.

Se os EUA pressionam a Groenlândia (território ligado à Dinamarca), eles colocam um holofote em algo que sempre esteve lá, mas muita gente fingia não ver: a OTAN é uma aliança, mas não é uma democracia entre iguais

Ela é uma estrutura de poder com comando e dependências.

E as notícias recentes mostram que a conversa já saiu do delírio e entrou em trilhos diplomáticos tensos: houve reação europeia, sinalização de “acordos” e até abertura de negociações técnicas sobre segurança no Ártico com Dinamarca e Groenlândia após pressão norte-americana num momento crítico.

O papel estratégico da Groenlândia – e do Ártico de maneira geral – são peças importantes desse tabuleiro político mundial que se encontra em uma crise cada vez maior.

A OTAN ainda existe?

Sim, e tecnicamente está maior do que nunca (com 32 membros). Porém, a OTAN vive uma crise de identidade e coesão.

  • Ameaça interna: com a ascensão de figuras como Donald Trump, que enxergam a aliança como um “custo” e ameaçam não proteger aliados que não pagam suas contas, a confiança no Artigo 5 está abalada.
  • O “Teste da Groenlândia”: quando os EUA ameaçam a soberania da Dinamarca (um membro fundador), a mensagem é clara: a OTAN serve para proteger os aliados dos inimigos externos, mas quem protege os aliados da ambição política dos Estados Unidos?

O Brasil faz parte da OTAN?

Não, o Brasil não faz parte da OTAN por uma razão geográfica óbvia: não estamos no Atlântico Norte. Porém, isso não significa que estamos fora da esfera de influência militar dos EUA.

  • Aliado Extra-OTAN: em 2019, o Brasil foi designado pelos EUA como “Aliado Preferencial Extra-OTAN” (Major Non-NATO Ally), um status que facilita a compra de armas e cooperação militar, mas não garante a defesa mútua do Artigo 5.
  • TIAR: o Brasil faz parte do TIAR (Tratado Interamericano de Assistência Recíproca), criado em 1947, que é uma espécie de “OTAN das Américas”, desenhada para alinhar o continente aos interesses de Washington.
  • Colômbia: vale citar que a Colômbia é o único país da América Latina com status de “Parceiro Global” da OTAN, numa tentativa de expandir a influência da aliança para o Atlântico Sul.

Conclusão

A OTAN nasceu para organizar a segurança do Atlântico Norte sob liderança americana.

Funcionou — e por décadas foi o “padrão ouro” do poder ocidental.

Mas quando o próprio líder do bloco começa a tratar aliados como obstáculos, a OTAN vira espelho de uma transição maior: crise de hegemonia, disputa por rotas e recursos, e uma ordem internacional cada vez menos “jurídica” e mais “muscular”.

No fim das contas, a crise da Groenlândia e as tensões atuais mostram que a OTAN não é uma ‘família de nações democráticas’, mas uma hierarquia militar

Ela funcionou muito bem enquanto os EUA podiam pagar a conta e ditar as regras sem contestação. 

Agora, num mundo multipolar onde a hegemonia americana está em declínio e o próprio líder do bloco questiona sua utilidade, a OTAN se torna um gigante perigoso: armado até os dentes, mas com o cérebro político em conflito.

E aí, o que achou deste artigo sobre a OTAN? Se ele ajudou você a entender um pouco mais sobre essa aliança, compartilhe o conteúdo para ele chegar em mais pessoas.

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